Chega de opresso! Campanha #MyNameMyGame combate abuso s mulheres gamers

De acordo com uma pesquisa feita pela Game Consumer Insights em 2017, as mulheres representam 46% dos jogadores de videogame.

Mesmo sendo um número quase equivalente ao de homens, há muito abuso contra as mulheres, sendo que um estudo da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, mostrou que 100% das mulheres que jogam games por pelo menos 22 horas semanais já sofreram algum tipo de assédio.

Querendo reverter esse problema e conscientizar as pessoas sobre o abuso, uma ação liderada pela ONG Wonder Women Tech, WWT, está com a campanha #MyNameMyGame. A ideia é empoderar as mulheres ao redor do mundo e lutar contra a opressão. Junto com a campanha, foi lançado um vídeo para promover a campanha.

Mais de 50% dos gamers no mundo são mulheres. Ainda assim, muitas delas sofrem com assédio moral, sexual e bullying. Principalmente em games online. Para evitar esse problema, grande parte das gamers escondem a própria identidade por trás de nicknames masculinos. Foi para enfrentar essa dura realidade que surgiu o #MyGameMyName . Um movimento que conta com o apoio de gamers do mundo inteiro, homens e mulheres, para pressionar a indústria dos games a tomar medidas mais efetivas contra todo tipo de assédio contra mulheres. Junte-se a nós.

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Aqui no Brasil, a campanha está sendo realizada em parceria com youtubers do país, todos com conteúdos relacionados a games. A ideia é que eles, mesmo sendo homens, utilizem nomes femininos enquanto jogam para entenderem o que uma mulher passa. Vários utilizaram nomes de suas mães, irmãs e namoradas para sentirem “na pele” como uma mulher se sente.

Com a campanha, espera-se mais igualdade e humanidade nas relações sociais online, sendo um ambiente menos tóxico para as mulheres. Até mesmo porque muitas delas disfarçam utilizando nomes masculinos ou neutros para não serem pegas, o que limita a liberdade delas de “irem e virem”. Quanto a isso, Lisa Mae Brunson, da WWT diz:

Então, nos perguntamos: por que a indústria possui ferramentas para evitar trapaças e pirataria, mas não toma medidas eficazes sobre assédio sexual e bullying? Grandes problemas demandam grandes esforços. Não é uma tarefa fácil, por isso estamos recrutando os maiores gamers e influenciadores para participar dessa iniciativa e juntos começarmos a mudar o jogo

Vale lembrar que um estudo recente concluiu que jogar muito videogame pode despertar sexismo nas crianças e adolescentes.

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