Game over! Relembre os produtos e servios que nos deram adeus em 2017

Estamos às vésperas de um novo ano e é chegada a hora de olharmos para trás numa retrospectiva de 2017. Entretanto, desta vez vamos olhar não para os casos de sucesso de vendas e críticas dos últimos doze meses, mas sim para aqueles exemplos que nos fazem lembrar que a competição no mundo de tecnologia é sempre implacável e não perdoa deslizes. Confira abaixo nossa lista de startups, produtos e ideias que não sobreviveram a 2017. Que descansem em paz.

Jawbone


Avaliada em $3,2 bilhões em 2014, a empresa dona das pulseiras fitness Jawbone deixou de produzir os wearables ainda em 2016, mas sobreviveu um pouco mais até encerrar de vez suas atividades em 2017. As Jawbones encabeçam nossa lista e foram uma das mais valiosas perdas do ano em termos de valor de mercado.

O fundador e CEO da empresa Hosain Rahman criou uma nova companhia chamada Jawbone Health Hub, focada desta vez na produção de software voltado para a vida fitness.

AIM (AOL Instant Messenger)


A geração que cresceu depois de 2000 pode não saber, mas há algumas décadas atrás, mais especificamente durante os anos 90, o Instant Messenger da AOL fez história ao consolidar a febre das mensagens online instantâneas. O serviço, lançado em 1997, foi caindo em desuso até que, em 15 de dezembro de 2017, o AIM foi finalmente desligado.

No dia de sua despedida, milhares de antigos usuários do AIM fizeram uma espécie de funeral digital no Twitter, utilizando a hashtag #AIMemories para contar histórias inesquecíveis que tiveram graças ao software.

NES Classic Edition, o novo


Um dos presentes mais requisitados do natal de 2016, a versão relançada, em tamanho reduzido, com saída HDMI e 30 jogos incluídos do NES só foi vendida durante seis meses. A Nintendo encerrou a produção do aparelho em abril de 2017, deixando uma multidão de fãs desamparados.

Agora resta esperar e torcer para que a empresa produza mais alguns exemplares em 2018.

O drone Lily Flying Camera


O drone Lily Flying Camera chegou a receber o prêmio de inovação na feira tecnológica CES, em 2016, acumular $34 milhões de compras antecipadas e receber investimentos no total de $15 milhões, mas mesmo assim o projeto não vingou e a trajetória do drone acabou em 2017. A proposta do Lily era ser uma câmera smart que seguiria o usuário e gravaria sua ação automaticamente.

Infelizmente, a empresa responsável pelo dispositivo declarou falência em março deste ano. O que quer dizer que nenhum dos entusiastas que fizeram compras antecipadas do produto receberam seu modelo. Após o fim decepcionante, outra empresa, chamada Mota Group, comprou os direitos do Lily e reformulou o produto sob o mesmo nome, mas numa versão muito mais modesta que a original

Vertu


Cobrando um preço que faria até o fã mais ávido da Apple torcer o nariz, o Vertu chegou ao mercado como uma marca britânica de smartphones de luxo e de preços caríssimos, cobrando por volta de $20 mil (66 mil reais em conversão direta) por um celular. Porém, os aparelhos apresentavam especificações técnicas curiosamente modestas e, obviamente, as vendas empacaram.

A empresa declarou falência em julho, após ter acumulado uma dúvida de $178 milhões e ter deixado seus cerca de 200 empregados na rua e sem salários.

Neutralidade de rede nos Estados Unidos


O conceito de neutralidade de rede parecia já ter se tornado parte fundamental do uso da Internet e parecia ser uma conquista inabalável, pelo menos até dezembro 2017. A Federal Communications Commission (FCC), a Comissão Federal de Comunicações norte-americana, decidiu no início deste mês que as regras que garantiam que os consumidores pudessem utilizar da forma como bem entendessem sua velocidade de conexão já não deveriam mais ser mantidas.

Agora, as companhias provedoras de serviços de conexão nos EUA poderão taxar usos específicos de banda larga com preços e regras diferentes. O maior problema para nós brasileiros é que, uma vez aprovada a mudança nos Estados Unidos, os governantes daqui resolvam agir para mudar as regras vigentes no Brasil de forma semelhante.

Yik Yak


O aplicativo de envio anônimo de mensagens já teve seus cinco minutos de fama, mas o hype e os usuários foram sumindo aos poucos, deixando o serviço abandonado já no primeiro semestre deste ano. Apesar de ter sido avaliado em $400 milhões, os criadores do Yik Yak declararam o fim do funcionamento do serviço em abril de 2017 e a empresa foi vendida por “apenas” $1 milhão.

Televises 3D


As televisões 3D nunca chegaram realmente a cair no gosto do consumidor e aos poucos foram migrando da posição de inovação tecnológica para escolha equivocada. E a sentença de morte dos modelos se deu logo no início do ano, durante o evento CES 2017, no qual nenhuma das grandes fabricantes do ramo — Samsung, LG, Sony e Panasonic — trouxe um novo televisor 3D para apresentar.

É capaz de que voltemos a ouvir sobre este tipo de tecnologia integrada às televisões no futuro, mas num outro formato. Por enquanto, elas estão fora do jogo.

iPod Nano e iPod Shuffle


Houve um tempo em que o iPod era o principal produto da Apple. Tão importante para a empresa na época quanto o iPhone, em suas muitas versões, é hoje. A marca continua a resistir atualmente na forma do iPod Touch, que é basicamente um iPhone sem diversas funções essenciais, como a capacidade de fazer ligações, mas seus dias de glória ficaram no passado.

Para os modelos iPod Nano e iPod Shuffle, 2017 foi o fim da linha. Com seus números de venda em queda constante e a mudança de hábitos de consumo – a maioria das pessoas ouve música diretamente nos smartphones atualmente -, não é de se espantar que tenhamos dado adeus aos dois este ano.

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